E-CONS

 

Projeto Papagaio Verdadeiro

Glaucia Seixas

Jaire Marinho Torres

Sobre o projeto

Com seu perfil de líder e articuladora, Gláucia conquistou inúmeros resultados com o trabalho desempenhado tanto na Fundação Neotrópica do Brasil, como no Projeto Papagaio-verdadeiro. Desenvolvimento de projetos de pesquisa científica, mobilização da sociedade para a conservação da natureza e atividades que contribuíram para a criação e o fortalecimento de unidades de conservação, como o Parque Nacional da Serra da Bodoquena e Monumento Natural da Gruta do Lago Azul, além de recuperação de áreas degradadas e adequação de propriedades rurais. Também foram realizadas inúmeras ações de combate ao tráfico de animais, sempre tendo o papagaio-verdadeiro como espécie símbolo.

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Crédito: Jaire Marinho Torres

Apostando no trabalho e todo o conhecimento acumulado durante anos de atuação no bioma, é que o Programa E-CONS acredita que a iniciativa de Gláucia pode fazer a diferença e promover, não apenas maior e melhor suporte às ações realizadas na região do Pantanal, como também a disseminação de seus ideais em prol à conservação da natureza, em âmbito local, regional e nacional.

A atuação de 19 anos da Fundação Neotrópica do Brasil tem sido voltada principalmente para a região do Planalto da Bodoquena, mas é chegada a hora de ampliar os horizontes da instituição e consolidar as ações iniciadas com o Projeto Papagaio-verdadeiro, há 15 anos, no Pantanal. Desta forma, Gláucia irá consolidar as ações de conservação da região do Pantanal Sul, abrangendo a população local, cientistas e proprietários rurais, bem como buscando parceiros institucionais externos, com a finalidade de inibir o tráfico de animais silvestres e promover a conservação em terras privadas.

VOCÊ SABIA?

Atualmente a maior ameaça ao Pantanal está na fronteira do bioma. Os rios que influenciam no sistema de cheia e seca recebem suas águas no Cerrado, muitas vezes contaminados por agrotóxicos, que vão contaminar o Pantanal. Além disso, a falta de mata ciliar nas regiões do Planalto Central causam assoreamento desses cursos de água, que carregam areia para o interior da planície pantaneira, modificando suas características naturais e influenciando em todo o sistema de alagamento que há milênios configuram o bioma.

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Crédito: Jaire Marinho Torres
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Crédito: Angela Kuczach
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Crédito: Angela Kuczach

Sobre Glaucia Seixas

Determinada e perseverante, a carioca Gláucia Seixas é zootecnista por formação, mas sempre teve a conservação da natureza na alma. Começou suas atividades na área ambiental ainda na graduação, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, quando atuou em grupos de defesa da fauna silvestre. Já formada, foi no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul – IMASUL, que Gláucia iniciou suas primeiras ações, de forma incisiva, voltadas à conservação da natureza, atuando em várias questões complexas, como: caça de fauna silvestre, controle e manejo da pesca, criação e manejo de unidades de conservação (publicas e privadas), criação de instrumentos para conservação dos recursos naturais, entre outras. Seu envolvimento com essas e muitas outras ações a favor da natureza permitiram que ela adquirisse um profundo conhecimento sobre as inúmeras questões ligadas à conservação do Pantanal e seu entorno.

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Crédito: Angela Kuczach

Em 2003, Gláucia deixou o IMASUL, passando a trabalhar intensamente pela causa, por meio de uma organização não governamental que ajudou a fundar, dez anos antes: a Fundação Neotrópica do Brasil (FNB), que tem como missão promover e praticar ações de conservação da natureza para garantir a manutenção dos diferentes ambientes naturais e da biodiversidade. Dentre todos os diferentes setores em que Gláucia atuou, o que mais chamou sua atenção foi à questão do tráfico de animais silvestres no Pantanal. Seu trabalho ganhou uma preocupação especial, os papagaios-verdadeiros, que todos os anos são retirados aos milhares da natureza.

Foi então que, em 1997, nasceu por iniciativa pessoal de Gláucia, o Projeto Papagaio-verdadeiro, realizado até os dias atuais na planície pantaneira e planaltos do entorno, no Mato Grosso do Sul.

Resultados

  • Conhecimento sobre a biologia reprodutiva, dieta e dormitório coletivo do papagaio-verdadeiro no Cerrado e Pantanal de Mato Grosso do Sul;
  • Informações sobre a eficácia da utilização da radiotelemetria para monitorar filhotes de papagaios-verdadeiros na natureza;
  • Conhecimento sobre a abundância e flutuação do número de papagaios em dormitórios coletivos ao longo do ano;
  • Turistas bem informados sobre o projeto e sensibilizados quanto à importância de conservação da espécie;
  • População local sensibilizada quanto aos danos decorrentes da captura ilegal de filhotes na natureza;
  • Informações consistentes para subsidiar planos de conservação para a espécie e seu ambiente;
  • Apoio dos fazendeiros locais (Baiazinha, Novo Horizonte, Refúgio Ecológico Caiman, Refúgio da – lha Ecologia, San Francisco Agroecoturismo, Santo Antonio e São José).

Ação apoiada