E-CONS

 

A Escola da Amazônia

Silvio Marchini

Edson Grandisoli

Sobre o projeto

A iniciativa, o engajamento e o espírito empreendedor de Silvio durante os 10 anos de atuação da Escola da Amazônia fez com que o projeto conquistasse diversos resultados, não apenas o reconhecimento e a visibilidade internacional, tendo suas implicações como referência em congressos e outros eventos científicos.

Para alcançar os resultados obtidos, o projeto explorou meios para identificar, mensurar e monitorar os fatores que determinam o comportamento das pessoas em relação à floresta e sua biodiversidade, influenciar tal comportamento por meio da educação, de modo a torná-lo mais compatível com a conservação, e desenvolver um modelo de educação para que a conservação seja sustentável dos pontos de vista institucional e financeiro. Confiando nessa iniciativa e no perfil empreendedor de Silvio, o Programa E-CONS visualiza no trabalho realizado no projeto Escola da Amazônia, uma possibilidade de alta replicação dos conceitos e das ações de conservação da natureza por parte das crianças e adolescentes da Amazônia e do Brasil.

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Crédito: Edson Grandisoli

Desde sua criação, a Escola da Amazônia vem influenciando comportamentos por meio da educação, levando ações que priorizam a aprendizagem ativa, na qual os alunos constroem seus próprios conceitos sobre as informações que adquirem explorando a floresta e sua biodiversidade. O projeto já avaliou mais de 2.000 estudantes de escolas locais e de grupos visitantes e envolveu em seus experimentos aproximadamente 2.500 crianças e jovens, 150 professores de 20 escolas públicas locais, além de mais de 300 jovens e 25 professores de cinco colégios particulares de São Paulo e duas universidades estrangeiras.

A Escola da Amazônia utiliza mecanismos de sustentabilidade para a educação ambiental. Em sua colaboração com as escolas locais, envolveu diretores, professores e representantes das instituições locais competentes, incluindo as secretarias de educação e de meio ambiente, como um modo de legitimar suas ações e replicar cada vez mais a importância da conservação da natureza para garantir a sobrevivência humana.

VOCÊ SABIA?

A principal área de pressão para o desmatamento na Amazônia, hoje, é a região conhecida como “Arco do Desmatamento”, localizada ao norte do Estado do Mato Grosso e ao sul do Pará. Esse é considerado o núcleo de expansão da fronteira agrícola no Brasil, e os municípios que o compõem respondem por aproximadamente 50% do desmatamento de todo o bioma.

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Crédito: Edson Grandisoli
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Crédito: Edson Grandisoli
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Crédito: Edson Grandisoli

Sobre Silvio Marchini

Dedicar a vida à pesquisa e conservação na Amazônia, desde 1994, rendeu reconhecimento e bons resultados ao trabalho realizado pelo biólogo, formado pela USP e PhD pela Universidade de Oxford, Silvio Marchini. Um deles veio com a Escola da Amazônia, iniciativa realizada em parceria com Vitória Riva, presidente da Fundação Ecológica Cristalino, que há dez anos vem alterando o comportamento de crianças e adolescentes da região do Arco do Desmatamento em prol da conservação da natureza.

Com o projeto, Silvio ganhou, em 2007, o prêmio Whitley Award – considerado o Oscar da Conservação, recebido das mãos da Princesa Anne, na Royal Geographic Society, em Londres. Tudo começou com o doutorado que Silvio iniciou, em 1996, na Universidade do Missouri, em Saint Louis, Estados Unidos. Porém, uma fratura de fadiga do fêmur direito, ocasionada durante a Maratona de Nova York, afastou Silvio do campo por tempo indeterminado, fazendo com que ele encerrasse o doutorado e voltasse ao Brasil. Mas antes mesmo de regressar, Silvio foi admitido como diretor acadêmico do programa Manejo de Recursos Naturais e Ecologia Humana na Amazônia, da School for International Training (SIT).

O programa tinha sede em Belém e trazia universitários americanos para passar o semestre letivo na Amazônia, viajando por toda a região e conhecendo um pouco de tudo que é relevante para a conservação e o desenvolvimento, e valendo créditos para suas faculdades nos Estados Unidos. A experiência era fantástica, mas Silvio ficou incomodado pelo fato de que apenas alguns poucos americanos tivessem o privilégio de conhecer a Amazônia de modo tão profundo. Foi nesse momento que Silvio pensou em uma maneira de oferecer aquela oportunidade também aos estudantes brasileiros. Com essa motivação que, no ano 2002, nascia a Escola da Amazônia.

Resultados

Ação apoiada